Torto

Os Torto, qual entidade divina, invertem as regras e fazem-no sobre as linhas direitas das cânones batidos as suas experiências tortuosas, melodicamente desafiantes e sem limitação possível dentro do rock. O trio mexe-se, sim, por esse mesmo género, mas sempre com a capacidade de contornar barreiras do jazz, acrescentando, aqui e ali, um toque do free mais ruidoso; fá-lo sem precisar de uma voz que fale mais do que o necessário — o essencial dos Torto ouve-se na guitarra de Jorge Coelho, balança-se no baixo de Miguel Ramos e sente-se na bateria de Jorge Queijo. É a sensação a falar mais alto que tudo o resto. E, no fundo, para que mais haveríamos de querer ouvir música? Está direito, sim, senhoras e senhores.

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